ILP em Ações: A Maneira Mais Fácil de Entender

Você já se sentiu perdido(a) com a quantidade de nomes, tipos e siglas dos planos de ações usados como incentivos de longo prazo (ILP)? Parece um universo complexo, mas, na realidade, tudo se resume a duas categorias centrais. Quer descobrir como é simples? Vamos desvendar juntos!

Neste artigo, vou simplificar os principais tipos de planos de ILP baseados no preço das ações, explicar suas variações e, no final, apresentar um glossário completo com nomes e siglas para você consultar sempre que precisar. 

As Duas Bases de Qualquer Plano de ILP Baseado no Preço das Ações

Os Incentivos de Longo Prazo (ILP) são ferramentas poderosas para alinhar os interesses dos colaboradores com os objetivos estratégicos da empresa e dos acionistas principalmente. Quando falamos de ILP baseados no preço das ações, estamos nos referindo a planos que têm influência direta do valor patrimonial, seja ela de capital aberto ou fechado.

Existem dois tipos centrais de planos de ILP que servem como base para praticamente todas as variações que você já ouviu falar:

1. Planos que concedem ações: a empresa transfere uma quantidade de ações diretamente para o colaborador;

2. Planos que concedem opções de compra de ações: o colaborador recebe o direito de comprar uma quantidade de ações da empresa no futuro, a um preço pré-definido.

O que são Ações?

Ações representam uma fração do capital social de uma empresa. Quem detém ações é considerado sócio da empresa e pode usufruir de benefícios como dividendos e valorização do preço da ação no mercado.

O que são Opções de Compra de Ações?

Opções de compra de ações são contratos que dão ao colaborador o direito (mas não a obrigação) de comprar ações da empresa a um preço fixo (preço de exercício) em uma data futura. Se o preço da ação no mercado estiver acima do preço de exercício, o colaborador pode exercer a opção e lucrar com a diferença.

Esses dois conceitos são a essência de todos os planos de ILP. As demais variações são apenas adaptações dessas bases, com regras e condições específicas.

Os Planos Existentes e Suas Variações

Vamos começar pelos planos mais simples, que são a base de qualquer ILP:

1. Ações Restritas (Restricted Shares, RSUs)
A empresa transfere uma quantidade específica de ações para o colaborador após um período de tempo de carência. Desta forma, as ações são “restritas” no tempo.

2. Stock Options (Opções de Compra de Ações)
O colaborador recebe o direito de comprar ações da empresa, após o tempo de carência, a um preço pré-determinado. Neste caso, só vale a pena comprar se o preço da ação no futuro estiver maior que o preço de compra (o lucro da transação é a valorização da ação).

Agora, vamos explorar as principais variações que o mercado chama de “plano diferente” mas na verdade são apenas adaptações:

3. Performance Shares (Ações por Performance, PSUs)
É igual às ações restritas, só que a quantidade de ações que o colaborador vai receber varia de acordo com o atingimento uma ou mais metas de indicadores (ex: EBITDA, ROIC, TSR, entre outros). É uma forma de alinhar ainda mais os interesses do colaborador com os resultados da empresa, direcionando esforços para além da valorização da ação.

4. Performance Stock Options
Similar às Stock Options tradicionais, mas a quantidade de opções que o colaborador pode comprar futuramente varia de acordo com o desempenho da empresa ou do próprio colaborador.

5. Matching Shares (Ações de Contrapartida): similar às ações restritas, mas o colaborador no momento inicial precisa comprar e manter em sua posse ações da empresa, que ficam bloqueadas para venda por um tempo (lock-up), para ter o direito de receber a quantidade adicional de ações estipulada pela empresa.

Alguns planos permitem que o ganho seja pago em dinheiro, em vez de ações:

7. Phantom Shares (Ações Fantasmas): pode ser similar às ações restritas ou performance shares, mas ao final da carência ao invés da empresa efetivamente transferir ações para o participante, faz um pagamento em dinheiro equivalente ao valor da ação multiplicado pela quantidade de ações concedidas.

8. Stock Appreciation Rights (SARs): similar às Stock Options, mas o ganho equivalente da operação de “comprar pelo preço de exercício e vender pelo preço vigente” é calculado no final da carência e pago em dinheiro.

9. Partnership Plans: comum em empresas de consultoria, prestadoras de serviços e de capital fechado. Este plano consiste na concessão de ações após um tempo assim como ações restritas, mas há algumas regrinhas para a periodicidade e quantidade de ações em jogo. Geralmente aqui cria-se uma perspectiva clara de carreira de sócios e também de governança, abrangendo participação em fóruns e comitês estratégicos da organização à medida que o colaborador avança na sociedade.

Agora, vou citar alguns outros modelos menos comuns no Brasil:

10. Deferred Stock Units (DSUs): mesma coisa que ações restritas, mas a transferência ocorre após um evento/marco como desligamento do colaborador, ao invés de um tempo pré-definido. É mais usado como incentivo à aposentadoria.

11. Employee Stock Purchase Plans (ESPPs): este é considerado benefício e não ILP. Consiste na oferta por parte da empresa de descontos para que os funcionários comprem ações, geralmente não está atrelado à retenção.

Conclusão

Agora você já sabe, todos os planos de ILP baseados em ações são variações de dois conceitos principais: concessão de ações ou opções de compra. Os demais são ajustes e customizações para atender as necessidades específicas de cada empresa.

Qual destes planos você achou mais interessante? Já trabalhou com algum deles? Compartilhe sua experiência nos comentários e não se esqueça de seguir nosso canal para mais conteúdos como este.

Quer saber mais sobre como os planos de ILP podem beneficiar sua empresa? Entre em contato com a Qore Consultoria e descubra como podemos ajudar a alinhar seus objetivos estratégicos com os interesses dos seus colaboradores. Até a próxima!

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